Valuation vs. Conformidade: o detalhe que pode desvalorizar sua fintech

O mercado financeiro brasileiro está em franca consolidação. Com o avanço da regulação, o aumento da competitividade e o crescimento acelerado de modelos como Banking as a Service, embedded finance e instituições de pagamento independentes, investidores e grandes grupos estão de olho em oportunidades de aquisição. Porém, enquanto muitos founders se concentram em escalar produtos e conquistar usuários, um fator silencioso tem se tornado decisivo na hora de fechar ou não uma rodada ou M&A: a maturidade regulatória.
O chamado débito técnico regulatório é, hoje, uma das principais razões de desvalorização de fintechs durante processos de due diligence. Trata-se da soma de falhas operacionais, ausência de rastreabilidade, não conformidade com resoluções do Banco Central e uso de soluções improvisadas no backoffice. O problema não está apenas em não estar 100% conforme, mas sim em não ter como provar que está.
Do ponto de vista do investidor, o risco de adquirir uma operação com vulnerabilidades regulatórias não é apenas uma questão de multas futuras. É uma ameaça ao modelo de negócio, à reputação da holding e à continuidade da operação após o deal. Em um cenário onde o BC exige cada vez mais transparência, interoperabilidade, PLD/KYC auditável e arquitetura de contas individualizadas, o compliance se torna não apenas uma obrigação, mas um diferencial competitivo com impacto direto no valuation.
Fintechs com processos manuais, sistemas fragmentados ou dados sem padronização têm dificuldade em responder a questionamentos regulatórios e operacionais. Isso eleva o tempo e o custo de auditoria, gera insegurança nos compradores e frequentemente leva à reprecificação do negócio.
Já startups que operam sobre uma infraestrutura sólida, com trilhas claras de auditoria e tecnologia regulatória embarcada desde o início, são percebidas como ativos estratégicos, prontos para escalar, integráveis e com risco jurídico reduzido.
A escolha da infraestrutura regulatória, precisa ser tratada como uma decisão de equity. Usar uma plataforma robusta, automatizada e validada por especialistas que entendem a legislação vigente não apenas garante segurança operacional, como agrega valor à empresa ao reduzir incertezas e facilitar processos de M&A.
Em muitos casos, a diferença entre ser comprado por centavos ou por múltiplos do faturamento está na capacidade da empresa de provar, com dados, que ela é um player confiável e compliance by design.
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